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1 de Junho de 2020

Por que a sensação de crise persiste mesmo com a recuperação da economia?

A economia brasileira voltou a crescer em 2017. Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou pelo terceiro trimestre seguido em relação aos três meses anteriores, 0,1%, e 1,4% sobre o mesmo período de 2016. Tecnicamente, a recessão ficou para trás. Mas por que a recuperação da atividade é tão lenta e a sensação de crise ainda é predominante

United Kingdom, Estudante de Direito
Publicado por United Kingdom
há 2 anos

Operrio em fbrica

A profundidade da recessão e suas particularidades em relação a outros ciclos de retração, como o endividamento de empresas e famílias, ajudam a explicar o ritmo. Em quase três anos, a economia encolheu mais de 8% e retrocedeu ao nível de 2010.

Com o resultado positivo divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE - que trouxe também uma revisão para cima dos dados do primeiro e do segundo trimestres, altas de 1,3% e de 0,7%, nessa ordem - voltamos a 2011, mas só em 2020 a atividade retornaria ao estágio observado logo antes da crise, segundo estimativas de economistas ouvidos pela BBC Brasil.

Outro fator que dificulta uma retomada acelerada são os investimentos. As incertezas políticas que engrossaram o caldo da crise econômica têm feito com que as empresas segurem os projetos na gaveta. O nível elevado de capacidade ociosa - de máquinas paradas por causa da queda nas encomendas, por exemplo - contribui.

A primeira reação, tímida, apareceu nos números do terceiro trimestre. Depois de chegarem a 15,3% do PIB, o menor resultado da série disponibilizada pelo IBGE, que começa em 1995, os investimentos subiram a 16,1% do produto.

O emprego também vem registrando números melhores. Mesmo assim, o país ainda contabiliza mais de 12 milhões de desempregados - e é esse dado que explica em grande parte porque, para muita gente, a crise continua.

"As pessoas tendem a ter uma percepção muito negativa do futuro ao final de uma recessão, o que faz com que não percebam que a economia já está em recuperação - e uma percepção muito otimista no final de uma grande expansão, o que faz com que não prevejam a recessão iminente", pondera Marcelle Chauvet, professora da Universidade da California Riverside e especialista em ciclos econômicos. Notícia completa disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42190110

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